E-leadership: tudo o que você precisa saber sobre
Gestão

E-leadership: tudo o que você precisa saber sobre

Célio Fabiano
Célio Fabiano

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A importância da liderança não é segredo para as organizações, mas fazer a seleção do líder ainda é uma dificuldade. Afinal, como escolher o gestor ideal para uma equipe? Para a nova geração de trabalhadores, a escolha certa pode ser o e-leadership.

Hoje, não se pode negar a importância da transformação digital nas empresas: desde os equipamentos, programas e ferramentas utilizadas na divulgação online, adaptar-se é fundamental para um negócio que deseja se manter vivo.

Mas você já pensou na junção entre liderança e tecnologia? Alguma vez chegou a imaginar como funcionaria uma liderança eletrônica?

Para acompanhar as mudanças do mundo e as novas gerações, diversas áreas corporativas estão passando por transformações, e a gestão não fica de fora.

Se você quer entender como funciona um dos modelos de liderança mais adotados atualmente pelas empresas, leia o conteúdo até o final.

O que é e-leadership?

Uma tendência para os próximos anos, o e-leadership é o novo modelo de liderança que está sendo fortemente adotado dentro das organizações.

Basicamente, o e-leadership é um tipo de gestão em que os líderes conduzem processos, demandas e acompanham colaboradores por meios eletrônicos.

A liderança eletrônica, na tradução livre, foi motivada por uma necessidade das empresas adaptarem-se e tornarem-se atrativas para os millennials (Y), geração que já corresponde a 50% do mercado de trabalho, segundo pesquisa do Itaú BBA.

Mas o modelo também possui influência da era do trabalho remoto, uma realidade de empresas que estão atuando totalmente de forma digital.

Para ser um e-leadership, porém, não basta saber e estar conectado: o grande diferencial desse líder é conseguir identificar e potencializar as competências da geração Y, incentivando o trabalho colaborativo, além de definir estratégias para aproveitar o conhecimento dos millennials em sua totalidade.

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Mas quem são os millennials, afinal?

A geração Y, também conhecida como millennials, refere-se às pessoas nascidas entre 1985 e o final dos anos 90.

A principal caraterística dessa geração é a vivência digital, pois eles participaram da transição de um mundo analógico para outro totalmente conectado.

Mas outros pontos também são marcantes para as pessoas nascidas nessa geração, como por exemplo:

  • Uso constante de tecnologia;
  • Inquietude e busca por inovação;
  • Forte adaptabilidade ;
  • Busca por flexibilidade e fuga de burocracias e formalidades.

De acordo com o Itaú BBA, até 2030 a expectativa é que 70% da força de trabalho do País já seja formada por millennials — e a nova modalidade de liderança, a e-leadership, foi pensada para acompanhar esse processo.

Como o e-leadership funciona na prática?

Agora que você sabe quais são as características da geração Y, o funcionamento da e-leadership irá fazer todo o sentido.

Os pilares da liderança por meios eletrônicos foram definidos, para dialogar com o que é importante para esses novos trabalhadores.

Veja alguns pontos fundamentais da e-leadership:

Colaboração e participação

O líder e-leadership sabe que, para conseguir falar a mesma língua que a geração Y, é indispensável unir liderança e trabalho em equipe.

Isso significa que cada membro do time deve ser visto como um ponto importante, ter suas ideias e opiniões ouvidas, se sentir parte do projeto no qual está envolvido.

Tudo o que o millennial quer no ambiente de trabalho, é sentir que sua presença importa e que suas competências são fundamentais para que as demandas ocorram da melhor forma.

Flexibilidade na jornada de trabalho

Segundo um estudo da PwC, 95% da geração Y dizem que o equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal é um item essencial, por isso, para ter essa equipe motivada, é preciso trabalhar uma liderança flexível e isso deve ser parte da cultura organizacional da empresa.

Para os profissionais dessa geração, uma empresa rígida e burocrática, que prega a máxima “manda quem pode, obedece quem tem juízo”, não está preparada para ele.

A flexibilidade não apenas do mercado de trabalho atual, mas no dia a dia, é um pilar fundamental para manter o bem-estar, satisfação e motivação, pontos importantes na vida dos millennials.

Mais motivação e comunicação

Com o distanciamento geográfico, uma realidade do trabalho remoto, uma das queixas constantes dentro das empresas é a queda na qualidade da comunicação empresarial. Para o e-leadership, isso não pode ser um problema.

Outro ponto fundamental é a motivação. O líder precisa ser capaz de manter o time entusiasmado, desafiando a inquietude natural da geração Y.

Para os millennials, o crescimento pessoal e profissional é essencial, e caso eles não se sintam motivados no local em que estão, rapidamente partirão para novas oportunidades no mercado.

Uso frequente de tecnologia

Por fim, mas extremamente importante para o e-leadership, está a transformação digital, o uso de tecnologia. Essa é, na realidade, a base desse modelo de liderança.

Para isso, é fundamental que o líder consiga acompanhar o dinamismo e o conhecimento dos millennials, quando o assunto é tecnologia avançada.

Produtos, equipes, processos... um dos passos primordiais para implementar a liderança eletrônica, é fazer com que tudo isso possa existir de forma digital.

Para a geração Y, a obrigação de todos estarem presencialmente no mesmo ambiente é ultrapassada, analógica, e a empresa precisa ser capaz de manter o bom funcionamento, mesmo com os colaboradores à distância.

Quais os benefícios desse modelo de liderança?

Um dos maiores benefícios do e-leadership é a melhora no atendimento, na satisfação e na experiência dos clientes com a empresa.

Isso acontece porque o bom relacionamento entre a empresa e os colaboradores, somado à estrutura da liderança eletrônica, automaticamente refletem na experiência do consumidor com a organização.

Além disso, o uso de tecnologias para facilitar o atendimento melhora a qualidade do serviço prestado, aumentando a satisfação do cliente.

Aplicativo Satisfação

Mas as vantagens não param por aí. Quando falamos nos ganhos internos que o e-leadership pode proporcionar para a empresa, alguns dos pontos que podemos citar são:

  • Colaboradores mais motivados e engajados;
  • Profissionais valorizados por suas competências;
  • Maior produtividade das equipes;
  • Otimização e flexibilidade de processos produtivos.

Com tantos benefícios, não há motivos para ficar de fora. Se a sua empresa está pensando em se adaptar à liderança eletrônica, não deixe de conferir nosso conteúdo sobre Business Intelligence e aprenda, de uma vez por todas, como utilizar dados e informações relevantes para uma gestão mais otimizada.



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